Em acareação no STF, Mauro Cid diz que monitoramento de Moraes era apenas para “agenda”

Lula Marques/Agência Brasil



O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, afirmou nesta quarta-feira (13/8), durante acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), que o monitoramento do ministro Alexandre de Moraes tinha apenas a finalidade de verificar compromissos de agenda.

A sessão foi conduzida pelo próprio Moraes, relator das ações penais sobre a tentativa de golpe, com perguntas restritas a três pontos autorizados nos autos:

  1. Se Marcelo Câmara teve acesso ou manipulou minutas supostamente discutidas no Palácio da Alvorada;

  2. Se houve monitoramento contínuo de Moraes e da chapa presidencial Lula-Alckmin;

  3. Se houve troca de informações entre Cid e Câmara.

Cid disse que a checagem foi pontual e apenas para “verificação de agenda”, versão confirmada por Marcelo Câmara, que afirmou ter recebido pedido formal nesse sentido. Ambos negaram qualquer relação com a chamada “operação Punhal Verde e Amarelo”.

A defesa de Câmara destacou que o monitoramento nunca teve caráter ofensivo, mas sim organizacional, para acertar encontros e compromissos. “Ficou claro que não existia monitoramento para atacar Moraes, Lula e Alckmin”, disse o advogado Eduardo Kuntz, que considera a acareação um passo importante para a absolvição do cliente.

O encontro cara a cara foi autorizado por Moraes após a defesa apontar contradições em depoimentos anteriores de Cid à Polícia Federal, envolvendo as minutas do Alvorada, o suposto monitoramento e relatos inconclusivos sobre esse acompanhamento.

Preso no Batalhão do Exército, em Brasília, Marcelo Câmara foi levado ao STF com tornozeleira eletrônica e com restrição de comunicação, podendo falar apenas com seus advogados.

Fonte: Metrópoles

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