Trump volta a criticar Brasil e chama país de “péssimo parceiro comercial"

 
REUTERS/Jonathan Ernst/Direitos Reservados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez novas críticas contundentes ao Brasil nesta quinta-feira (14/8), durante coletiva na Casa Branca. Ao comentar a relação comercial entre os dois países, o republicano classificou o Brasil como “um parceiro comercial horrível” e acusou o país de impor tarifas elevadas sobre produtos americanos.

“Eles também nos trataram mal como parceiros comerciais por muitos, muitos anos. Um dos piores países do mundo”, disse. Segundo Trump, as tarifas brasileiras são muito superiores às aplicadas pelos EUA e, por isso, Washington passou a cobrar taxas de 50% sobre alguns produtos nacionais, o que teria desagradado o governo brasileiro.

Defesa de Bolsonaro
Trump também voltou a defender o ex-presidente Jair Bolsonaro, chamando-o de “homem honesto” e alvo de perseguição política. “O que fizeram é uma execução política. Ele ama o povo brasileiro e lutou muito por essas pessoas. Acho que isso é uma caça às bruxas e muito lamentável”, afirmou.

Em julho, o norte-americano já havia relacionado o aumento das tarifas ao julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) e, dias depois, enviou carta pedindo o fim imediato do processo contra o ex-presidente, acusando o Judiciário brasileiro de agir de forma injusta.

A Procuradoria-Geral da República acusa Bolsonaro de liderar uma organização criminosa armada para desacreditar o sistema eleitoral e incitar ataques a instituições democráticas. O ex-presidente nega.

Relatório de direitos humanos
As críticas de Trump ecoaram no relatório anual de direitos humanos do Departamento de Estado americano, divulgado na terça-feira (12/8). O documento aponta deterioração da situação no Brasil, acusando o governo Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes de restringirem a liberdade de expressão e bloquearem perfis de apoiadores de Bolsonaro de forma “desproporcional”.

O texto também questiona a prisão prolongada de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 sem acusação formal.

Sanções e resposta de Lula
Na quarta-feira, os EUA anunciaram sanções a servidores brasileiros ligados à criação do programa Mais Médicos, acusando-os de atuar em cumplicidade com o regime cubano. Em resposta, o presidente Lula criticou o bloqueio econômico imposto a Cuba, em vigor há 70 anos, e declarou que Trump “não é imperador” e deveria “deixar os cubanos viverem em paz”.

Fonte: Metrópoles

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