Mundial de Kungfu Wushu: Brasília brilhou, mas a política se escondeu

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De 31 de agosto a 7 de setembro, Brasília entrou para a história ao sediar, pela primeira vez na América Latina, o 17º Campeonato Mundial de Wushu. Mais de 800 atletas de 77 países se reuniram no Centro de Convenções Ulysses Guimarães para um espetáculo esportivo e cultural que projetou o Brasil no cenário internacional, celebrando disciplina, técnica e inclusão social — já que o acesso do público foi gratuito, mediante doação de alimentos e agasalhos.

O evento foi grandioso, mas expôs um contraste incômodo: enquanto o esporte brilhava, a política brasileira se ausentava.

Arquibancadas cheias, cadeiras vazias

Histórias de superação emocionaram, como a de atletas que venceram graves problemas de saúde para voltar a competir. Porém, os espaços reservados às autoridades ficaram em grande parte desertos. Estiveram presentes o secretário de Governo, José Humberto, o secretário de Esportes, Renato Junqueira, e os deputados Júlio César e Martins Machado. Já o governador e a vice-governadora não compareceram — ausência simbólica num evento de repercussão mundial.

Quem acreditou

A iniciativa privada e a gestão esportiva local, por outro lado, mostraram apoio. Empresas do DF patrocinaram uniformes e hospedagem, enquanto a Secretaria de Esportes garantiu recursos para a realização da competição. Sem esse esforço conjunto, Brasília não teria brilhado como brilhou.

A omissão política

A ausência da maioria dos parlamentares e das maiores autoridades locais reforça o distanciamento da política em relação ao esporte, à juventude e à cultura. Em um país que precisa de exemplos de superação e disciplina, deixar de prestigiar um evento desse porte é ignorar o futuro.

O legado

O Mundial de Wushu deixa medalhas, histórias e o fortalecimento de uma modalidade em crescimento no continente. Mas também deixa um alerta: Brasília tem estrutura e potencial para sediar novos eventos internacionais, porém, se a política continuar tratando o esporte apenas como vitrine eleitoral, perderemos oportunidades valiosas de projeção e desenvolvimento.

Enquanto os atletas superam limites, a classe política continua presa à própria mediocridade.

Fonte: Agência Brasília

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