Perfil técnico e discreto de Fachin deve favorecer relação entre STF e Congresso, avaliam líderes

Antonio Augusto/secom/TSE

A posse de Edson Fachin na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (26), é vista por líderes da Câmara e do Senado como a oportunidade de uma relação mais estável entre a Corte e o Congresso Nacional. Fachin, que sucede Luís Roberto Barroso, é descrito como um ministro de perfil mais discreto, menos midiático e aberto ao diálogo. Ele comandará o tribunal pelos próximos dois anos, tendo Alexandre de Moraes como vice.

“Ele é mais discreto. Talvez essa personalidade ajude na questão das relações explícitas com mídia, governo e Congresso”, avaliou o líder do PDT na Câmara, Mario Heringer (MG).

Nos últimos anos, STF e Parlamento protagonizaram embates, como no caso das emendas parlamentares e na decisão da Corte que descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal — medida que provocou reação no Senado, que aprovou a PEC das Drogas, restabelecendo a tipificação penal.

Para o líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB), a condução de Fachin pode abrir espaço para um ambiente menos conflituoso: “Se ele mantiver essa discrição e postura mais técnica, sim, será melhor a relação”.

A eleição de Fachin ocorreu no mês passado, de forma simbólica, seguindo o critério de antiguidade que determina a presidência ao ministro mais antigo que ainda não ocupou o cargo. Atualmente vice-presidente, ele assume a chefia do tribunal com a expectativa de reduzir tensões entre os Poderes.

Fonte: Jovem Pan

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