Criador do Zé Gotinha, Darlan Rosa recebe título de Cidadão Honorário de Brasília

Foto: Julia Prado/MS


O artista plástico Darlan Rosa, responsável pela criação do icônico Zé Gotinha — símbolo das campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite — recebe nesta segunda-feira (24), às 19h, o título de Cidadão Honorário de Brasília. A homenagem foi proposta pelo deputado Chico Vigilante (PT) em reconhecimento à contribuição do artista para a saúde pública, a cultura e a educação no país.

Após a solenidade, às 21h, será aberta na Galeria Espelho D’Água da Câmara Legislativa a exposição Zé Gotinha no Brasil, que reúne obras e registros históricos sobre o personagem e sua importância para a promoção da vacinação infantil.

“Darlan Rosa tem uma trajetória grandiosa, reconhecida mundialmente, especialmente por sua dedicação à saúde e ao bem-estar das crianças com o inesquecível Zé Gotinha. É um reconhecimento mais que justo”, afirmou Vigilante na justificativa da proposta.

Mineiro de Coromandel e radicado em Brasília desde os anos 1960, Rosa é artista multimídia, publicitário, jornalista e escritor. Criou o Zé Gotinha em 1986, a pedido do Ministério da Saúde, transformando o personagem em referência global de comunicação em saúde. Ele também colaborou com o UNICEF, publicou 20 livros infantis e atuou como professor no UniCEUB e na UnB.

Sua produção artística inclui 54 esculturas públicas instaladas em pontos emblemáticos da capital, como o Memorial JK, o Itamaraty, o Congresso Nacional e o CCBB, além de obras em outros estados e nove países. Em 2023, uma de suas esculturas foi escolhida como troféu do United Earth Amazonia Awards, conhecido como o “Prêmio Nobel Verde”.

A cerimônia desta segunda-feira ocorrerá no plenário da CLDF, com presença de autoridades, familiares e admiradores, e terá transmissão pela TV Câmara Distrital e pelo YouTube.

A história do Zé Gotinha

Criado em 1986, o Zé Gotinha nasceu de uma proposta do Ministério da Saúde para tornar mais acolhedoras as campanhas de vacinação — até então marcadas por apelos baseados no medo. A ideia de Darlan Rosa foi transformar o momento da imunização em uma experiência lúdica e educativa.

O nome do personagem foi escolhido em um concurso nacional com sugestões enviadas por estudantes de todo o país; a proposta vencedora veio de um aluno do Distrito Federal. Lançado oficialmente em 1987, Zé Gotinha rapidamente se tornou símbolo das campanhas de vacinação e ajudou na consolidação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), contribuindo para a erradicação da poliomielite no Brasil.

Com o tempo, o mascote passou a representar outras vacinas, ganhando cores distintas para cada imunização. Seu design simples e facilmente reproduzível ajudou a disseminá-lo em escolas, materiais educativos e campanhas de mídia.

Mais que um mascote, Zé Gotinha se tornou um ícone da saúde pública brasileira, marcando gerações e reforçando a importância da proteção infantil por meio da vacinação.

Fonte: CLDF

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