| Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília. |
Com investimento de R$ 13,6 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) inaugurou nesta quarta-feira (12) sua nova usina fotovoltaica, entregue pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha. A iniciativa deve reduzir em cerca de 80% os gastos com energia elétrica, o que representa uma economia anual superior a R$ 3,7 milhões — recursos que serão revertidos em novos equipamentos, medicamentos e insumos para o hospital.
“A usina é um avanço importante para a saúde e para o meio ambiente. Essa economia vai permitir mais investimentos no próprio hospital, refletindo diretamente no cuidado com as crianças”, destacou Mayara, que também é madrinha da instituição. Segundo ela, o projeto representa “um passo sustentável que pensa no futuro, garantindo benefícios duradouros para os pacientes”.
O HCB, referência nacional no atendimento a crianças e adolescentes com doenças raras e complexas, gasta entre R$ 380 mil e R$ 450 mil por mês em energia elétrica. Com a entrada em operação da usina, a expectativa é reduzir essa despesa em até 80%.
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, ressaltou que a instalação de mais de 5 mil placas solares deve se pagar em menos de cinco anos. “É um investimento que se traduz em eficiência e sustentabilidade. Toda a economia gerada será aplicada na melhoria da infraestrutura e da assistência à população”, afirmou.
Segundo Juracy, a implantação da usina também faz parte de um plano mais amplo do GDF para expandir o uso de energia solar em outros prédios públicos, especialmente unidades de saúde.
Energia limpa e eficiência
A usina fotovoltaica do HCB é conectada à rede da concessionária local e conta com 5.300 placas solares instaladas sobre os estacionamentos e telhados do hospital — uma área total de 7.616 m². As estruturas metálicas, conhecidas como carports, cobrem 584 vagas de estacionamento e proporcionam sombreamento natural, melhorando o conforto térmico e aproveitando de forma inteligente o espaço físico.
De acordo com a diretora executiva do hospital, Valdenize Tiziane, o projeto foi cuidadosamente planejado para não interferir nas atividades da unidade. “O hospital é um organismo vivo. Fizemos um projeto sustentável e funcional, que gera energia e ainda protege veículos e pedestres do sol. Foi um excelente aproveitamento do espaço”, explicou.
A cobertura de áreas como a UTI e o Bloco 2 também contribui para reduzir o calor interno, diminuindo o uso de ar-condicionado e ampliando a economia de energia.
Referência em saúde e sustentabilidade
A presidente do Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), Ilda Peliz, destacou que a iniciativa representa ganhos ambientais e assistenciais. “É uma conquista para o hospital, para o meio ambiente e, principalmente, para os pacientes. Com essa estrutura, temos energia garantida e estável — o sol não falha”, afirmou.
Ilda também agradeceu o apoio do GDF. “O hospital nasceu de um esforço coletivo e o governo abraçou o projeto. Hoje temos transplante de medula óssea e diversas ações de alta complexidade que salvam vidas. O apoio do GDF é fundamental”, completou.
14 anos de dedicação
Em novembro, o Hospital da Criança de Brasília completa 14 anos de funcionamento, sendo referência nacional em diversas especialidades pediátricas. A unidade realiza cerca de 60 mil atendimentos ambulatoriais por mês, dispõe de 212 leitos — sendo 58 de UTI de alta complexidade — e é uma das três instituições do país habilitadas pelo Ministério da Saúde a realizar terapia gênica infantil, um marco para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: Agência Brasília



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