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| Marcelo Camargo/Agência Brasil |
Belém (PA) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta segunda-feira (10/11), na abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que preservar o meio ambiente é “muito mais barato” do que financiar guerras. O discurso, feito em Belém, foi uma crítica indireta a países que não enviaram representantes ao evento, como os Estados Unidos.
“Se os homens que fazem guerra estivessem aqui nesta COP, perceberiam que é muito mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para resolver o problema climático do que gastar US$ 2,7 trilhões em guerras, como fizeram no ano passado”, declarou Lula.
O presidente destacou a importância de sediar a conferência no coração da Amazônia, classificando o feito como uma “proeza” e um símbolo do compromisso do Brasil com o meio ambiente.
“Quero agradecer à Casa Civil, representada pelo ministro Rui Costa, e ao governador Helder Barbalho, por viabilizarem essa proeza: realizar a COP no estado do Pará, na cidade de Belém. Fazer a COP aqui é um desafio tão grande quanto acabar com a poluição do planeta”, afirmou.
Lula iniciou seu discurso afirmando que as mudanças climáticas já são uma tragédia do presente, não uma ameaça distante. Ele citou recentes desastres naturais, como o furacão Melissa, que atingiu o Caribe, e o tornado no Paraná, além de enchentes na África, Europa e América do Sul.
“O aumento da temperatura global espalha dor e sofrimento, especialmente entre as populações mais vulneráveis”, disse.
Durante a fala, o presidente também criticou os negacionistas climáticos, acusando-os de disseminar desinformação e atacar instituições científicas.
“Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam as evidências da ciência, controlam algoritmos, espalham o medo e o ódio. É hora de impor uma nova derrota aos negacionistas”, afirmou.
Encerrando o pronunciamento, Lula avaliou que o mundo caminha “na direção certa”, mas ainda em um ritmo insuficiente para conter o aquecimento global.
“No ritmo atual, seguimos rumo a um aumento superior a 1,5°C na temperatura global. Romper essa barreira é um risco que não podemos correr”, concluiu o presidente.
Fonte: Metrópoles




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