O presidente Luiz Inácio Lula da Silva interrompeu sua participação na COP30 e retornou a Brasília para sancionar o Projeto de Lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A proposta, uma das principais promessas de campanha do governo, foi aprovada pelo Congresso após quase um ano de tramitação.
Além da ampliação da isenção, o projeto também estabelece descontos progressivos para rendas de até R$ 7.350. O Palácio do Planalto preparava uma cerimônia simbólica de sanção, em um gesto político que visa reforçar o compromisso de Lula com o cumprimento de promessas e recuperar a popularidade, em queda segundo pesquisa da Quaest.
Entretanto, a sanção foi adiada porque o presidente precisou se dedicar à negociação do Projeto de Lei Antifacção, que tramita paralelamente na Câmara dos Deputados. O relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (Progressistas-SP), havia apresentado uma versão alternativa ao texto do governo, incluindo dispositivos que equiparavam facções criminosas ao crime de terrorismo e retiravam prerrogativas da Polícia Federal.
Para evitar atritos e garantir a aprovação, Lula convocou ministros, dialogou com líderes do Congresso e articulou a retirada das mudanças. O movimento surtiu efeito: Derrite recuou e apresentou uma terceira versão do projeto na noite de terça-feira (11), agora renomeado como Marco Legal de Combate ao Crime Organizado — que mantém, em essência, as diretrizes propostas pelo governo.
A expectativa é que o novo texto seja votado e aprovado ainda hoje no plenário da Câmara. Superada essa etapa, Lula deve então retomar a agenda da sanção do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda.
Fonte: Jovem Pan




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