Seis anos depois, Cepis de Samambaia transformam histórias de mães e filhos

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília.

Seis anos após a inauguração das primeiras unidades de Centros de Educação da Primeira Infância (Cepis) pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a comunidade de Samambaia celebra os resultados. A ampliação das vagas públicas para crianças de 4 meses a 4 anos tem impactado diretamente a vida de centenas de famílias — especialmente de mães que criam os filhos sozinhas.

Entre as unidades pioneiras estão os Cepis Bambu e Azulão, que abriram caminho para a expansão da rede na região administrativa. As estruturas se tornaram referência de acolhimento e desenvolvimento infantil, transformando a rotina de pais e responsáveis.

A massoterapeuta Júlia Maria Cavalcante de Santana, 31 anos, mãe solo de três meninas, é um exemplo desse impacto. Ela matriculou as duas mais novas — Maria Laura e Isabel, de 2 e 4 anos — no Cepi Bambu no início de 2024 e descreve a experiência como um divisor de águas:

“A diferença que faz ter essa instituição na nossa vida é gigantesca. Trabalho fora, cuido de casa, administro tudo. Ter esse apoio é essencial, porque sem o Cepi eu não conseguiria dar conta de tudo sozinha”, afirma.

Júlia destaca que o benefício vai além do cuidado: “Aqui oferecem alimentação balanceada, fralda, produtos de higiene — tudo isso representa uma economia enorme. Além disso, percebo o desenvolvimento das meninas. A Isabel tinha seletividade alimentar e melhorou muito. A Maria Laura começou a andar com 11 meses, já come sozinha, fala tudo, sabe contar e reconhecer formas geométricas. Tudo isso ela aprendeu aqui, com o incentivo à autonomia.”


Educação e acolhimento

Atualmente, Samambaia conta com mais de 20 unidades de Cepis em funcionamento, resultado de um investimento superior a R$ 16 milhões desde 2019. Somente as obras dos Cepis Bambu e Azulão receberam cerca de R$ 5,6 milhões.

Cada unidade é equipada com oito salas de aula, fraldários, salas de repouso, sanitários adaptados, sala de leitura, laboratório de informática, refeitório, áreas de recreação e espaços administrativos, garantindo um ambiente completo e seguro para o aprendizado infantil.

A diretora do Cepi Bambu, Rayfa Rocha, explica que o centro atende 168 crianças e foca no desenvolvimento integral dos pequenos:

“São crianças que passam até 10 horas conosco. Recebem alimentação saudável, higienização, atividades pedagógicas e muito cuidado. O trabalho aqui vai além de uma rede de apoio — ele transforma famílias. Os pais reconhecem o quanto o desenvolvimento dos filhos avançou”, afirma.


A transformação das famílias

O empreendedor Robson Siqueira Santos, 54 anos, pai de Júlia Siqueira, de 4, também percebeu mudanças significativas desde que a filha ingressou na unidade, em 2023.

“Antes, a Júlia era muito tímida. Hoje ela interage melhor, está mais esperta, já escreve o nome dela e o meu. O desenvolvimento dela foi enorme”, relata.

Robson destaca ainda a tranquilidade proporcionada pelo serviço público:

“As profissionais tratam muito bem as crianças. É um serviço fundamental, porque podemos trabalhar o dia todo com segurança. A Júlia entra às 7h30 e sai às 17h30, tem quatro refeições, banho e muito carinho. Fico tranquilo em deixá-la aqui.”


Expansão da rede

Desde 2019, o GDF já entregou mais de 20 Cepis em diversas regiões administrativas, como Ceilândia, Riacho Fundo I e II, Sol Nascente, Gama, Santa Maria, Plano Piloto, Recanto das Emas, Estrutural, Jardim Botânico, Paranoá, Taguatinga e Lago Norte — consolidando uma rede de ensino voltada à primeira infância, à autonomia e ao cuidado com as famílias do Distrito Federal.

Fonte: Agência Brasília

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