O deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil), integrante do MBL e vice-líder do governo Tarcísio de Freitas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), publicou um vídeo nas redes sociais com duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), justificando seu posicionamento e afirmando que não teme ser rotulado como “vendido” ou “traidor”.
No vídeo, Guto afirma que Bolsonaro concedeu “superpoderes” ao STF ao tentar proteger o filho, senador Flávio Bolsonaro, e que o ex-presidente enterrou a Operação Lava Jato ao nomear Augusto Aras, a quem chamou de “petista fã de Zé Dirceu”, para a Procuradoria-Geral da República. Ele também criticou a escolha de Kassio Nunes Marques para o STF, dizendo que seu voto foi decisivo para restaurar os direitos políticos de Lula.
“Se você é de direita e acha tudo isso bacana, aí você tem que rever seu posicionamento político mesmo”, concluiu Guto.
As declarações provocaram reação imediata de Eduardo Bolsonaro (PL), que voltou a criticar Tarcísio de Freitas e questionou a presença de um membro do MBL em cargo de liderança no governo paulista:
“Por que o Tarcísio mantém como vice-líder uma pessoa do MBL, um grupo que defende a minha prisão, a do meu pai, a de jornalistas exilados?”, escreveu Eduardo.
Trégua desfeita
As críticas rompem uma trégua recente entre Eduardo e Tarcísio, firmada após desentendimentos em torno do tarifaço anunciado por Donald Trump contra o Brasil. Na ocasião, Eduardo criticou a postura moderada de Tarcísio, que buscava diálogo com os EUA em nome da indústria e do agronegócio brasileiro. Ele acusou o governador de subserviência às elites e de não defender a economia de forma efetiva.
Apesar de terem tido uma "boa e longa conversa" após o episódio, as novas declarações de Guto Zacarias reacendem o conflito. Nos bastidores, a avaliação é que Eduardo Bolsonaro ficou isolado, enquanto Tarcísio segue ganhando espaço e força política no cenário nacional.
Fonte: Metrópoles
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