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Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil |
Durante agenda oficial no Ceará nesta sexta-feira (18/7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preferiu não comentar diretamente a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar do silêncio nominal, Lula insinuou que seus adversários e seus aliados não retornarão ao poder e reafirmou sua disposição de disputar a reeleição em 2026, caso esteja com boa saúde.
“Se eu estiver com a saúde que tenho hoje, com a disposição que tenho hoje, pode ter certeza: serei candidato outra vez para ganhar as eleições”, afirmou o presidente. Em outro momento, sem citar nomes, declarou: “Eu não vou entregar esse país de volta àquele bando de malucos que quase destruiu o Brasil. Eles não voltarão. Não é porque o Lula não quer, é porque vocês não vão deixar.”
A declaração ocorre um dia após a decisão de Moraes que impôs a Bolsonaro uma série de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e restrições de contato com embaixadas. Segundo a PF, Bolsonaro e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) articularam junto ao governo dos Estados Unidos a imposição de sanções econômicas contra agentes públicos brasileiros, em tentativa de pressionar por anistia ao ex-presidente.
O cenário político esquentou ainda mais após o presidente dos EUA, Donald Trump, publicar uma carta defendendo Bolsonaro e alegando perseguição judicial. Em resposta, o republicano anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto e o governo americano abriu investigação por supostas práticas comerciais desleais.
Paralelamente, Lula esteve no Ceará para anunciar investimentos de R$ 1,4 bilhão destinados à conclusão da ferrovia Transnordestina, com obras previstas para iniciarem no fim de 2025. A ferrovia, que ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por Salgueiro (PE), terá ao todo 1.209 quilômetros de extensão. Os recursos incluem R$ 600 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE) e R$ 816 milhões provenientes do leilão de ativos do Finor.
Fonte: Metrópoles
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