A decisão foi comunicada por meio de cartas oficiais enviadas aos chefes de Estado dos dois países, publicadas por Trump na rede Truth Social. O conteúdo das mensagens destaca que as tarifas visam reduzir o déficit comercial dos EUA e afirma que os países afetados poderão evitá-las caso empresas japonesas e sul-coreanas passem a produzir dentro do território americano.
“Esses 25% são apenas o começo. Se vocês aumentarem suas tarifas, elas serão somadas às nossas. Mas, se produzirem nos EUA, não haverá tarifa”, diz trecho da carta enviada ao primeiro-ministro japonês, Ishiba Shigeru. A mesma mensagem foi enviada ao presidente sul-coreano Lee Jae-myung.
Segundo Trump, a medida é uma resposta a “décadas de desequilíbrio comercial” causadas por políticas tarifárias e barreiras comerciais praticadas pelos dois países. O republicano afirma ainda que as novas tarifas poderão ser ajustadas para cima ou para baixo, dependendo da abertura comercial e da disposição para acordos bilaterais.
Fim da trégua tarifária e pressão por acordos
O anúncio confirma o fim da suspensão temporária das chamadas “tarifas recíprocas”, prorrogada até o início de agosto. A pausa de 90 dias, anunciada em abril, daria tempo para negociações. Até o momento, os EUA fecharam acordos parciais apenas com o Reino Unido e o Vietnã.
Outros países — como Japão, Coreia do Sul, Índia, Tailândia, Suíça e a União Europeia — seguem negociando para evitar sobretaxas que podem variar de 10% a 50% em setores como tecnologia, agricultura e aviação.
Alvo no BRICS: tarifa extra a países "antiamericanos"
Trump também voltou a criticar o BRICS e afirmou que irá aplicar uma tarifa adicional de 10% a qualquer país que adotar "políticas antiamericanas" do grupo. A ameaça inclui nações como Brasil, China, Rússia, Índia, África do Sul, Arábia Saudita, Irã, Indonésia e Egito.
“Não haverá exceções a essa política”, escreveu o presidente, sem especificar quais medidas considera “antiamericanas”.
As declarações geraram reações imediatas. China, Rússia e África do Sul rebateram a medida, classificando-a como tentativa de coerção e destacando que o BRICS visa à criação de uma ordem global mais equilibrada e não representa ameaça a terceiros.
O Brasil, até o momento, não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
Fonte: G1
0 Comentários