Trump cita Brasília ao anunciar plano de combate ao crime em Washington D.C.

Andrew Harnik/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou Brasília ao decretar, nesta segunda-feira (11/8), estado de emergência de segurança pública em Washington D.C. e anunciar a federalização da polícia local. Durante coletiva na Casa Branca, Trump comparou a taxa de criminalidade da capital americana com a de diversas cidades do mundo, incluindo Bagdá, Cidade do Panamá, Brasília, San José (Costa Rica), Bogotá e Cidade do México.

“Se olharmos os números e compararmos com essas cidades, dobramos ou até triplicamos as taxas. Vocês querem viver em lugares assim?”, disse Trump, exibindo gráficos que apontavam para índices mais altos em Washington.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Brasília registrou 155 homicídios em 2023 — taxa de 6,8 por 100 mil habitantes, considerando população estimada em 3 milhões. O número diverge do apresentado por Trump, que indicou 13 homicídios por 100 mil.

Já em Washington D.C., dados da Metropolitan Police Department mostram que, em 2024, ocorreram cerca de 180 homicídios, resultando em uma taxa de 27 por 100 mil habitantes, para uma população de aproximadamente 670 mil pessoas.

Além de assumir o controle da polícia, Trump informou que enviará 800 militares da Guarda Nacional à cidade “para começar” operações contra gangues, traficantes e redes criminosas.

No domingo (10/8), o presidente já havia criticado a presença de moradores de rua, afirmando que eles deveriam deixar a capital. “Vamos oferecer abrigos, mas longe daqui”, disse no Truth Social. Trump também insinuou que parte dessa população deveria ser presa. Segundo relatório do Departamento de Habitação, a cidade ocupa a 15ª posição entre as grandes metrópoles americanas com maior número de pessoas em situação de rua — mais de 5,6 mil registros em 2024.

O republicano destacou ainda a importância da aparência da capital, que recebe líderes estrangeiros, e voltou a criticar a prefeita democrata Muriel Bowser. Em março, ele já havia ampliado a supervisão federal sobre a prefeitura e criticado um mural “Black Lives Matter” pintado em 2020, posteriormente removido pela gestão local.

Fonte: Metrópoles

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