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Lula Marques/ Agência Brasil |
Roma – A Justiça italiana decidiu nesta quinta-feira (28/8) manter a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) presa no Instituto Penitenciário de Rebibbia, em Roma. O tribunal apontou alto risco de fuga como principal motivo para a permanência da parlamentar na prisão, onde está há um mês, até a conclusão do processo de extradição para o Brasil.
Na audiência da véspera, foi apresentado o laudo médico oficial que confirmou que Zambelli tem condições de permanecer detida, recebendo tratamento adequado.
Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a duas penas distintas: 5 anos e 3 meses de prisão, em regime semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal — caso em que perseguiu armado o jornalista Luan Araújo —, e 10 anos e 8 meses, por participação na invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos, em 2023. Ela também perdeu o mandato parlamentar.
A Justiça italiana destacou que a deputada chegou ao país em 5 de junho de 2025, vinda de Miami, um dia após a ordem de prisão emitida pelo STF, o que reforçaria sua intenção de se esquivar da Justiça brasileira. O tribunal também citou declarações públicas de Zambelli contra o Judiciário nacional, sua circulação por diferentes países e a ausência de vínculos sólidos com a Itália.
Outro ponto levantado foi a possibilidade de apoio externo. Apesar de ter contas bloqueadas, a Corte considerou que Zambelli poderia recorrer a “pessoas ricas e influentes”, como ela mesma declarou, para tentar fugir.
Com base nesses fatores — trajetória anterior, declarações públicas e apoio potencial —, a Justiça concluiu que a parlamentar representa risco elevado de evasão e determinou a continuidade da prisão preventiva.
Fonte: Agência Brasília
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